sábado, 28 de junho de 2008

INTO THE WILD


Ainda estou sem saber muito que escrever sobre esse belo e emocionante filme. “Na natureza selvagem” conta a história real de um jovem - Christopher McCandless, que larga a família depois que ele se forma. Parece simples aventura isso, mas longe disso. Fala sobre relações humanas, solidão, sociedade, psicologia e fuga da realidade real. Ele viaja sozinho percorrendo vários estados e depois com objetivo de chegar ao Alasca.
Viver em sociedade; com regras, é complicado. Seguir a ordem natural: estudo, faculdade, emprego, família... parece para ele impensado. A natureza lhe chama, como se ele precisasse desse isolamento para se entender, para olhar pra si mesmo. Somos feitos de escolhas, que muitas vezes são impostas, em outras “aceitamos” o que nos é proposto porque é mais confortável, e em poucas vezes decidimos por nós mesmos. Fazer uma escolha é eliminar todas as outras e assim sofrer a perda dos caminhos não vividos. Escolher requer responsabilidade e risco. Nada nos garante que estamos no caminho certo.
Chris adota o nome de Alex e depara-se com diversas pessoas nessa viagem. São tipos diversos, com histórias a contar. Ele as ouve com atenção, mas sem tomá-las para si, sem aceitar conselhos, pois não vive com regras estabelecidas. Mas viver na natureza, sozinho, fazendo de cada dia um dia afasta-o cada vez mais das cidades urbanas e de todas as convenções estéticas. Ele passa dois anos viajando sem dar notícias à família, nem mesmo à irmã.
Chris fala de liberdade, de viver a vida sem amarras, sem prestar contas de seus atos e escolhas. Chris fala de libertação, de sair sem avisar, de viver pra si mesmo. Utiliza-se sempre de citações de livros como metáfora da libertação. Somos realmente livres? Podemos fazer tudo o que quisermos? Liberdade plena é viver em risco? Ainda mais longe, pergunto: podemos voltar atrás de uma escolha? Conseguimos retornar? Abrir mão e voltar?
Contar o final do filme é bem chato, mas logo na primeira cena já imaginamos o final e isso é o mais torturante do filme, porque nós sentados como expectadores de nós mesmos, tentamos a todo custo trazê-lo de volta, porque assim, trazemos a nós mesmos.
Por fim, o filme fala de identidade, de nomear as coisas e os sentimentos, e como isso pode ou não ser compartilhado.
Vejam o filme, entreguem-se as reflexões, vale a pena.
Abraços

Mar Português

Fernando Pessoa - MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

UEFA EURO 2008

Tenho assistido a todos os jogos, e nenhum deles foi perda de tempo. Não vi nenhum jogo ruim. Quando o jogo não foi assim refinado tecnicamente, sobrou emoção. Imperdível mesmo. A final de domingo entre Alemanha e Espanha promete.
Esporte de uma forma geral é sempre uma boa forma de se passar o tempo, ficar nervoso e exercer o papel do fanático torcedor. Por falar em drama, ontem o Fluminense deve ter se lembrado muito do inesquecível Nélson Rodrigues pra justificar a derrota: "foi o sobrenatural de almeida".
Jogos do dia-a-dia não me chamam atenção, mas torneios como a Euro e as Olimpíadas que virão eu fico até tenso... rs.
Por hoje é isso.
Abraços

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Quase inverno

Quarta-feira de quase inverno. Dias como o de hoje me deixam muito feliz. O clima mais frio e o sol nos iluminando. Ótimo para andar na praia, fazer exercício e pensar nas coisas que se tem que fazer. Ótimo para andar na praia sozinho, vocês já pensaram quanto pouco tempo nós deixamos para nos curtir? Vivemos na correria do contato com as pessoas por e-mail, telefone, agenda; mas no fim não nos permitimos ficar sozinhos. Por que? Seria o medo do que as pessoas chamam de solidão? Está super na moda dizer que o mundo está mais individualizado, globalizado e todo esse senso comum; mas na real sempre corremos ao telefone, ao e-mail, ao orkut, ao msn, a nossa agenda de celular... Pra que? É tão difícil assim ficar sozinho? É tão ruim assim pensar em se curtir? Experimentem a sensação de ficar sem ninguém, sem nada, sentem no banco da praia, ou na areia, com uma água de coco na mão, vendo as ondas, as pessoas, pensando em nada e ao mesmo tempo em tantas coisas. Façamos momentos assim. São incríveis. Sem medo! Dias como o de hoje de quase inverno são para mim momentos de reflexão, momentos de se andar na praia sozinho pensando no mar.
Abraços

terça-feira, 17 de junho de 2008

O nosso mundo

Desde que ouvi essa música do Barão Vermelho ando pensando muito em todo o seu significado. Ela diz muito!! Amanhã escrevo mais!! Abraços

Se eu ainda soubesse
Como mudar o mundo
Se eu ainda pudesse
Saber um pouco de tudo
Eu voltaria atrás do tempo
Eu não te deixaria
Presa no passado
E arrumaria um jeito
Pra você estar ao meu lado de novo
Eu voltaria no tempo
Pra voltar pra ontem
Sem temer o futuro
E olhar pra hoje
Cheio de orgulho
Eu voltaria atrás do tempo
Os nossos erros
Seriam apagados
Nossos primeiros desejos
Ressuscitados
E de novo eu voltaria no tempo
Eu não te deixaria desistir tão fácil
E não te negaria nenhum abraço
De novo
Eu voltaria no tempo
E a gente fez
Nosso futuro
Quase quebrando
O nosso mundo
O nosso mundo
Nosso mundo

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Vamos chegando

Olá,

Início de atividades desse blog. A partir de hoje postarei várias matérias, dicas, idéias, etc. Espero que vocês todos participem com sugestões e discussões.

Bem-vindos!!

Abraços!!