Ainda estou sem saber muito que escrever sobre esse belo e emocionante filme. “Na natureza selvagem” conta a história real de um jovem - Christopher McCandless, que larga a família depois que ele se forma. Parece simples aventura isso, mas longe disso. Fala sobre relações humanas, solidão, sociedade, psicologia e fuga da realidade real. Ele viaja sozinho percorrendo vários estados e depois com objetivo de chegar ao Alasca.
Viver em sociedade; com regras, é complicado. Seguir a ordem natural: estudo, faculdade, emprego, família... parece para ele impensado. A natureza lhe chama, como se ele precisasse desse isolamento para se entender, para olhar pra si mesmo. Somos feitos de escolhas, que muitas vezes são impostas, em outras “aceitamos” o que nos é proposto porque é mais confortável, e em poucas vezes decidimos por nós mesmos. Fazer uma escolha é eliminar todas as outras e assim sofrer a perda dos caminhos não vividos. Escolher requer responsabilidade e risco. Nada nos garante que estamos no caminho certo.
Chris adota o nome de Alex e depara-se com diversas pessoas nessa viagem. São tipos diversos, com histórias a contar. Ele as ouve com atenção, mas sem tomá-las para si, sem aceitar conselhos, pois não vive com regras estabelecidas. Mas viver na natureza, sozinho, fazendo de cada dia um dia afasta-o cada vez mais das cidades urbanas e de todas as convenções estéticas. Ele passa dois anos viajando sem dar notícias à família, nem mesmo à irmã.
Chris fala de liberdade, de viver a vida sem amarras, sem prestar contas de seus atos e escolhas. Chris fala de libertação, de sair sem avisar, de viver pra si mesmo. Utiliza-se sempre de citações de livros como metáfora da libertação. Somos realmente livres? Podemos fazer tudo o que quisermos? Liberdade plena é viver em risco? Ainda mais longe, pergunto: podemos voltar atrás de uma escolha? Conseguimos retornar? Abrir mão e voltar?
Contar o final do filme é bem chato, mas logo na primeira cena já imaginamos o final e isso é o mais torturante do filme, porque nós sentados como expectadores de nós mesmos, tentamos a todo custo trazê-lo de volta, porque assim, trazemos a nós mesmos.
Por fim, o filme fala de identidade, de nomear as coisas e os sentimentos, e como isso pode ou não ser compartilhado.
Vejam o filme, entreguem-se as reflexões, vale a pena.
Abraços
Viver em sociedade; com regras, é complicado. Seguir a ordem natural: estudo, faculdade, emprego, família... parece para ele impensado. A natureza lhe chama, como se ele precisasse desse isolamento para se entender, para olhar pra si mesmo. Somos feitos de escolhas, que muitas vezes são impostas, em outras “aceitamos” o que nos é proposto porque é mais confortável, e em poucas vezes decidimos por nós mesmos. Fazer uma escolha é eliminar todas as outras e assim sofrer a perda dos caminhos não vividos. Escolher requer responsabilidade e risco. Nada nos garante que estamos no caminho certo.
Chris adota o nome de Alex e depara-se com diversas pessoas nessa viagem. São tipos diversos, com histórias a contar. Ele as ouve com atenção, mas sem tomá-las para si, sem aceitar conselhos, pois não vive com regras estabelecidas. Mas viver na natureza, sozinho, fazendo de cada dia um dia afasta-o cada vez mais das cidades urbanas e de todas as convenções estéticas. Ele passa dois anos viajando sem dar notícias à família, nem mesmo à irmã.
Chris fala de liberdade, de viver a vida sem amarras, sem prestar contas de seus atos e escolhas. Chris fala de libertação, de sair sem avisar, de viver pra si mesmo. Utiliza-se sempre de citações de livros como metáfora da libertação. Somos realmente livres? Podemos fazer tudo o que quisermos? Liberdade plena é viver em risco? Ainda mais longe, pergunto: podemos voltar atrás de uma escolha? Conseguimos retornar? Abrir mão e voltar?
Contar o final do filme é bem chato, mas logo na primeira cena já imaginamos o final e isso é o mais torturante do filme, porque nós sentados como expectadores de nós mesmos, tentamos a todo custo trazê-lo de volta, porque assim, trazemos a nós mesmos.
Por fim, o filme fala de identidade, de nomear as coisas e os sentimentos, e como isso pode ou não ser compartilhado.
Vejam o filme, entreguem-se as reflexões, vale a pena.
Abraços