quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009

Sei que fiquei um longo tempo sem postar nesse querido blog, estou de volta no último dia do ano para aproveitar e fazer publicamente minha meta de no próximo ano escrever o mínimo de 1 post por semana, ok. Podem me cobrar, rs.

Esse ano teve várias coisas legais que aconteceram, filmes, livros e músicas que descobri e várias mudanças positivas.

Livro: O outro (muito legal, é do mesmo autor de O Leitor);

Música: Casuarina, Vanessa da Matta, Ney Matogrosso, Chiclete com Banana, Gilberto Gil;

Cinema: esse ano vi muito, mas muito menos do que costumo mas lembro agora de Milk que foi incrível. Sean Penn e Gus Van Sant como diretor não tem como dar errado;

Geral: morte do Michael Jackson, Max vencendo o BBB, Obama presidente dos EUA, Marina Silva se filiando ao PV... E toda a sujeirada dos políticos de Brasília.

Próximo ano terá Copa do Mundo e Eleições. As duas me interessam em igual proporção!

FELIZ ANO NOVO GALERA!!!!

Abraços

sábado, 4 de abril de 2009

Max e o Brasil

Max é o grande personagem do BBB 9 (talvez o melhor de todas as edições passadas). Inteligente, criativo, bom jogador, ético, respeitador e forte. Querem transformar a Ana na personagem do ano. Mas se pensarmos foi o Max que a cada semana teve que provar algo, ele que foi pressionado, perseguido a dar sempre respostas e tomar atitudes. Quem são os fãs da Ana? Qual seu perfil?
Sempre me pergunto o que uma pessoa deve fazer para merecer 1 milhão? Chorar? Bancar a coitada? Ser pobre? Ter vida sofrida? Clichê demais e moralista demais não acham?
O Brasil se modernizou mais rápido do que as pessoas perderam seus preconceitos; isso é fato. A revolução tecnolóliga está sempre a frente do que as pessoas entendem como moral. Por isso é fácil cair na edição do programa de que o Max é calculista e a Ana uma coitada. As pessoas preferem o discurso pronto a pensar. Pois pensar é tarefa para aqueles que são honestos consigo mesmos. Pensar é uma arte. Pensar é transgredir.
Prefiro nem comentar a edição que fez o Max e o Flávio um casal da casa (é pequeno demais para merecer uma crítica).
Não é estranho que as pessoas entram num jogo como o BBB e dizem que não jogam? O Max quebrou isso, mostrou que jogador não é ser rasteiro, menor, impuro... Jogador é ser tático, pensar antes de dizer, ter responsabilidade.
Independente do que acontecerá... Max, você é o cara!
Abraços

O lado "B" do BBB 9

Lado B sempre passa a imagem de algo que sobrou, que não coube no "A", que ficou à margem. Desde a época do vinil em que as músicas mais badaladas estavam no lado "A" e o lado "B" em muitos casos era só para preencher o disco. Já pensaram em quantas pessoas se sentem parte de um lado "B"? Seja no trabalho, na escola, na família... Pessoas que nunca se sentiram parte de um lado "A" merecedor de algo maior.
Nessa edição do BBB 9 a casa começou dividida por um muro e o lado "B" com menos espaço, menos conforto tornou-se algo tão maior na casa; ficou a questão de que a necessidade faz mesmo com que as pessoas se juntem, suspendam os pré-conceitos em busca de algo maior, de uma vitória.
Muita gente se identifica com o lado B do programa porque ele representa o dia-a-dia de luta, de mostrar a si mesmo o quanto somos guerreiros e merecedores. Prêmios grandes são conquistados no cotidiano, estão a casa dia sendo construídos. Só alcançamos os nossos objetivos se dermos os pequenos passos. Pensem nisso! E parabéns pela demonstração de força do lado B do BBB 9.

Heath Ledger


Fez um ano em janeiro de 2009 que esse incrível ator norreu por overdose acidental de medicamentos. Ele deixou grandes interpretações e a sensação de que poderia tão mais. Acho que isso que nos choca mais, pensar que muitas vezes adiamos encontros com amigos, projetos, planos, ideias... Vamos pensar nossa vida no presente; claro que dentro do limite, não se atirando ao desejo. Mas pensar o presente e vivê-lo de forma feliz é pensar no futuro.
Heath Ledger ganhou todos os prêmios possíveis com o Coringa do filme Batman - The Dark Night. Ganhou o Oscar; Globo de Ouro, SAG; BAFTA. Coringa é possivelmente, o psicopata mais bem realizado do cinema. Ele entregou um personagem que extrapola os filmes de quadrinhos para algo real, próximo do que vemos nos noticiários. E por isso o filme nos choca, porque ele foi perfeito. Parabéns! Saudades!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Milk

Inesquecível. Talvez a palavra que mais defina essa obra de arte do cinema; um dos melhores filmes do ano. Resolvi assisti-lo no dia do meu aniversário. Belo presente. A direção do Gus Van Sant (já merece faz tempo o reconhecimento através de prêmios) é sensível e tira dos atores seus melhores papéis. Sean Penn despe-se do homem másculo e de tudo o que ele fez até hoje no cinema para entregar uma interpretação emocionante. Ele consegue ser contido, nervoso e depois quando se sente seguro e perto das pessoas que gosta mostra toda sua suavidade. O elenco coadjuvante é incrível, todos estão a altura do filme. O filme consegue ser documental na medida certa e tocar em pontos centrais da civilização. O filme não é gay, é sobre tolerância, respeito, igualdades de direitos e condições. Preconeito e intolerância são coisas tão pequenas que são grotescas.
Vamos deixar de jugar o outro e olharmos mais pra nossas mesquinharias, para os nossos pecados íntimos.

Benjamin Button

Muitos criticaram esse filme por achar longo demais, previsível demais, romaciado demais. Mas preciso dizer que foi dos filmes que mais me emocionaram. Ele tem diálogos que nos fazem pensar muito. A beleza do filme está na sutileza das palavras, e em todos os significados que tiramos delas. Quantas vezes paramos para falar sobre o tempo, no sentido de passagem, de idade, de maturidade, de escolhas? O filme fala sobre todas essas questões. Recomeçar, transformar-se, ser capaz de sentir. Somos previsíveis em nossas escolhas? Optamos pelo conforto? Qual é nossa história? O que temos a dizer sobre nós mesmos? Quem somos? O filme nos mostra o quanto temos a capacidade de sermos realmente o que queremos, o relógio do tempo não para de andar. Façamos a vida valer a pena, pequenos gestos, situações já bastam.

A volta da volta

Olá,

Há semanas propaguei nesse espaço minha volta ao blog e logo em seguida sumi. Nada que me abalasse tão fortemente a ponto de desistir desse querido blog. Cá estou e agora pra circular as mais variadas ideias (como tirar o acento de algumas paroxítonas? ai essa reforma ortográfica). O que temos para conversar nesse início de março? A pricípio a onda de calor absurda que toma conta de várias cidades, inclusive Santos, que tem feito 35 graus sem cerimônia. Podem falar que nada tem a ver com o aquecimento global, mas de forma geral vamos cuidar do meio ambiente!

E o Oscar? Não assiste ainda o filme vencedor, mas minha torcida era por Milk e pelo genial diretor Gus Van Sant (farei um post desse filme em breve). Mas muito me emocionou o fato de Heath Ledger ter ganho; o Coringa é talvez o psicopata mais bem contruído do cinema moderno. Não vi O Leitor, mas Kate Winslet é das melhores atrizes que o cinema tem. E Sean Penn dispensa apresentações.

Carnaval? Salgueiro Campeã! Não é minha escola do coração, mas consigo por em suspensão o fanatismo e reconhecer quando uma escola merece ganhar, e o Salgueiro fez o desfile de uma campeã. E Rentato Lage é um mestre! O carro abre-alas do tambor lembrou seus melhores momentos na Mocidade Independente da década de 90. Paulo Barros também conseguiu equilibrar seu revolucionário carnaval com um tema "conservador" - Teatro Municipal do RJ. Outro destaque foi pra garra da Portela (que samba e que enredo hein, falar de amor nunca é demais) e da Mangueira (superou todas as dificuldades).

Pra fechar fico com a imagem do Obama na Casa Branca dia 20 de janeiro, e todo simbolismo que essa cena significa! Que tudo dê certo.

Dedico minha volta ao Blog a minha querida amiga Juliana que sempre me deu força para escrever.

Abraços

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

2009

Parece título de ficção científica - 2009; mas é o ano que se inicia! Não temos carros voadores, nem homens de verde, roupas especiais e teletransporte. Temos os mesmos problemas sociais, as guerras, intolerâncias e tudo mais.

A parte tudo isso, vamos construir nosso novo ano da melhor forma possível. Aproveitar as pequenas coisas da vida e lembrar que a felicidade está na simplicidade dos gestos e ações. Menos preconceito e conservadorismo! O mundo não precisa mais disso. Tolerância é o lema.

Vamos aproveitar a praia (com moderação e protetor solar) e o mar do nosso litoral. Vamos ouvir um bom cd, ir ao cinema, ler um livro que guardamos e nunca lemos. A diferença pode estar na atitude.

Quem puder assistir na tv temos a minissérie Maysa na Globo (todos os dias por volta das 22h20) e a série A lei e o crime na Record (as segundas 23h15). Cada um a seu modo, mas com muito primor.

Vamos escrever nosso ano nesse blog!

Abraços galera!