sexta-feira, 6 de março de 2009

Milk

Inesquecível. Talvez a palavra que mais defina essa obra de arte do cinema; um dos melhores filmes do ano. Resolvi assisti-lo no dia do meu aniversário. Belo presente. A direção do Gus Van Sant (já merece faz tempo o reconhecimento através de prêmios) é sensível e tira dos atores seus melhores papéis. Sean Penn despe-se do homem másculo e de tudo o que ele fez até hoje no cinema para entregar uma interpretação emocionante. Ele consegue ser contido, nervoso e depois quando se sente seguro e perto das pessoas que gosta mostra toda sua suavidade. O elenco coadjuvante é incrível, todos estão a altura do filme. O filme consegue ser documental na medida certa e tocar em pontos centrais da civilização. O filme não é gay, é sobre tolerância, respeito, igualdades de direitos e condições. Preconeito e intolerância são coisas tão pequenas que são grotescas.
Vamos deixar de jugar o outro e olharmos mais pra nossas mesquinharias, para os nossos pecados íntimos.

Benjamin Button

Muitos criticaram esse filme por achar longo demais, previsível demais, romaciado demais. Mas preciso dizer que foi dos filmes que mais me emocionaram. Ele tem diálogos que nos fazem pensar muito. A beleza do filme está na sutileza das palavras, e em todos os significados que tiramos delas. Quantas vezes paramos para falar sobre o tempo, no sentido de passagem, de idade, de maturidade, de escolhas? O filme fala sobre todas essas questões. Recomeçar, transformar-se, ser capaz de sentir. Somos previsíveis em nossas escolhas? Optamos pelo conforto? Qual é nossa história? O que temos a dizer sobre nós mesmos? Quem somos? O filme nos mostra o quanto temos a capacidade de sermos realmente o que queremos, o relógio do tempo não para de andar. Façamos a vida valer a pena, pequenos gestos, situações já bastam.

A volta da volta

Olá,

Há semanas propaguei nesse espaço minha volta ao blog e logo em seguida sumi. Nada que me abalasse tão fortemente a ponto de desistir desse querido blog. Cá estou e agora pra circular as mais variadas ideias (como tirar o acento de algumas paroxítonas? ai essa reforma ortográfica). O que temos para conversar nesse início de março? A pricípio a onda de calor absurda que toma conta de várias cidades, inclusive Santos, que tem feito 35 graus sem cerimônia. Podem falar que nada tem a ver com o aquecimento global, mas de forma geral vamos cuidar do meio ambiente!

E o Oscar? Não assiste ainda o filme vencedor, mas minha torcida era por Milk e pelo genial diretor Gus Van Sant (farei um post desse filme em breve). Mas muito me emocionou o fato de Heath Ledger ter ganho; o Coringa é talvez o psicopata mais bem contruído do cinema moderno. Não vi O Leitor, mas Kate Winslet é das melhores atrizes que o cinema tem. E Sean Penn dispensa apresentações.

Carnaval? Salgueiro Campeã! Não é minha escola do coração, mas consigo por em suspensão o fanatismo e reconhecer quando uma escola merece ganhar, e o Salgueiro fez o desfile de uma campeã. E Rentato Lage é um mestre! O carro abre-alas do tambor lembrou seus melhores momentos na Mocidade Independente da década de 90. Paulo Barros também conseguiu equilibrar seu revolucionário carnaval com um tema "conservador" - Teatro Municipal do RJ. Outro destaque foi pra garra da Portela (que samba e que enredo hein, falar de amor nunca é demais) e da Mangueira (superou todas as dificuldades).

Pra fechar fico com a imagem do Obama na Casa Branca dia 20 de janeiro, e todo simbolismo que essa cena significa! Que tudo dê certo.

Dedico minha volta ao Blog a minha querida amiga Juliana que sempre me deu força para escrever.

Abraços