Pensei em propor uma lista dos desfiles inesquecíveis antes do Carnaval desse ano. Mas acho que a quinta-feira pode ser um fechamento dessa pauta Carnaval. Lembro dos carnavais a partir do ano de 1989. Será que a gente consegue escolher os 10 desfiles mais impactantes e históricos da Sapucaí até 2010? Pensar que em média a cada ano no grupo especial são 12 desfiles. Escolher 10 em 20 anos é uma pretensão. Mas vou tentar. Façam a lista de vocês também. Geralmente nem sempre o vencedor é o mais impactante. A ordem da lista é aleatória.
1. Ratos e urubus larguem minha fantasia (Beija-Flor, 1989): Desfile histórico de Joãozinho Trinta que acusado de ser o carnavalesco do luxo levou o lixo à avenida. Com direito a Cristo coberto, ala dos mendigos e crítica social intensa, perdeu por meio ponto o carnaval mas ficou para história.
2. Chuê, chuá as águas vão rolar (Mocidade Independente, 1991): Rentato Lage já surpreendera a todos um ano antes com o Vira, virou. Mas nesse ano ele se superou e abusou do seu estilo tecnológico com o desfile da água e com direito ao feto dentro do planeta. Incrível.
3. Peguei um Ita no Norte (Salgueiro, 1993): Esse samba já é um clássico na memória de todos (Explode coração, na maior felicidade, é lindo o meu Salgueiro...). Desfile impecável de uma escola tradiconal.
4. Gosto que me enrosco (Portela, 1995): Um samba de verdade com cara de samba antigo, gostoso de cantar, alegre, e talvez o maior desfile da Portela em anos. Acabou sendo vice, mas é sem dúvida inesquecível.
5. Criador e Criatura (Mocidade Independente, 1996): O tri de Rentato Lage no comando da escola. Um show na avenida, um samba incrível. E Wander Pires no seu momento iluminado.
6. Trevas! Luz! A explosão do universo (Viradouro, 1997): Joãozinho Trinta provando que gênio nunca sai de cena. Retorno desse mestre do carnaval com um samba forte, a bateria fazendo a paradinha funk inesquecível e o carro abre alas inteiramente preto que já ficou na história.
7. Chico Buarque da Mangueira (Estação Primeira de Mangueira, 1998): desfile à altura do homenageado, as alas relembrando músicas famosas, o samba-enredo forte e mais ainda cantado na voz do inesquecível Jamelão. Marcante!
8. Tupinicópolis (Mocidade Independente, 1987): "Fernando Pinto cria uma cidade imaginária, transpondo a "cidade grande" para o ambiente indígena. Assim, shopping, hotéis, presídios e boates eram revividos como se estivessem num espaço habitado pelos índios. As cores verde e amarela voltaram a brilhar nas fantasias da escola, que saiu da Avenida consagrada pelo público. Na abertura dos envelopes, ficou com o vice-campeonato, a apenas um ponto da Mangueira." (Leonardo Bruno, extra online)
9. Brazil com 'Z' é para Cabra da Peste, Brasil com 'S' é a Nação do Nordeste (Estação Primeira de Mangueira, 2002): Maior desfile ma Mangueira nessa década uma homenagem ao povo brasileiro e a própria escola. Coisas que só a Mangueira consegue fazer.
10. O sonho da criação, a criação do sonho. A arte da ciência no tempo do impossível (Unidos da Tijuca, 2004): Foi aqui que surgiu o novo mestre do carnaval - Paulo Barros. Aqui surgiu também o histórico carro do DNA humano. Qualquer desfile do Paulo nessa década na Tijuca poderia ser citado, mas fiquei com o primeiro pelo impacto.
Um comentário:
Ah, que legal esses comentários! Muitos desses desfiles eu também vi e concordo com vc: são inesquecíveis, sendo ou não campeões.
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