quinta-feira, 10 de junho de 2010

Filmes e nossos sentimentos


Falar sobre cinema é sempre um bom papo em qualquer situação. Além das listas dos melhores, das opiniões controversas sobre algum grande filme; é muito possivelmente através do cinema que muitas vezes revemos nossas próprias atitudes. Quem nunca chorou em uma cena de filme porque lembrou de si mesmo? Ou de alguma situação que nunca foi capaz de resolver? Ou ainda daquela vontade de se lançar a alguma coisa e não conseguiu ter força para isso? O cinema nos inspira. A arte em si mesma é estática, ela passa a ser arte na vez em que se defronta com o expectador e o que esse expectador recebe a partir de sua própria história. 

Introdução feita lanço o desafio de pensarmos em filmes ou até mesmo em cenas que a gente lembre que mudou nossa vida de alguma forma. Ou na maneira de pensarmos, ou na relação interpessoal, ou no amor e até mesmo que nos emocionem toda vez que a gente vê... Enfim, contem suas lembranças... Deixo vocês pensarem e na próxima eu conto minhas emoções.


2 comentários:

Anônimo disse...

Na minha idade, fica difícil escolher, rs! Mas, vou tentar; afinal, falar de filmes é sempre muito bom.

Minha Vida de Cachorro de Lasse Hallström. Tenho verdadeira paixão por esse diretor (lembram de Chocolate?)por tratar de emoções muito fortes sem transformar o filme num dramalhão piegas, tarefa das mais difíceis, mesmo para diretores experientes. É o caso de "Menina de Ouro" em que, a despeito de todas as tragédias e das excelentes atuações, não conseguimos soltar uma única lágrima.

Johnny Vai à Guerra. Além de super comovente e excelente tecnicamente, foi o melhor "manifesto" contra as guerras que já vi. Não me lembro do nome do diretor, mas li que foi seu único filme (!).

Dersú Uzalá do Kurosawa. Esse é, de longe, meu filme favorito. A história é super simples, com pouquíssimos diálogos. A narrativa, as emoções dos personagens, o tema da obra, as relações entre os personagens, enfim, absolutamente tudo é expressado através das imagens. O filme demorou cinco anos para ser feito, estourou todos os orçamentos previstos, mas, na minha opinião, valeu cada centavo. Foi terminado em 1975, mas continua super atual.

S-E-L-F disse...

Oi...

Você sabe minha paixão por filmes, né? É mto dificil escolher uma cena, mas vou citar 2, de 2 filmes diferentes:

"O escafandro e a borboleta": quando o personagem "vê" sua família se divertindo na praia e ele só pode contemplá-los, sem poder interagir com eles..é um filme angustiante, mas me emocionou mto...

"Brilho eterno de uma mente sem lembranças": todas as cenas de quando o personagem do Jim Carey tenta evitar a perda da memória das coisas boas que haviam acontecido em seu relacionamento com a personagem da Kate Winslet....esse é um filme memorável, apesar de surreal ou pelo fato de ser surreal!

A-d-o-r-o!

Bjss,
Jú M.