Vocês já perceberam o quanto a sociedade é capaz de produzir astros e também de derrubá-los? Pensando ultimamente em duas personalidades da música: Michael Jackson e Amy Winehouse. Cada um deles de forma diferente atrai nossa atenção e mexe com sentimentos universais do ser humano. Antes pergunto: vocês conseguem separar a vida pessoal da vida profissional dos outros?
Falo isso porque essas duas personalidades misturam vida e obra. Criador e criatura. E talvez por isso mexam com os nossos arquétiopos e nossas (in)seguranças. É bem mais fácil criticar, utilizar clichês do que querer entender o que os levaram ao que são hoje. Quais as influências do meio? O que esperam como futuro e o que vêem do presente? Quantas vezes nos pegamos pensando em nossas atitudes cotidianas e nos damos conta de que não somos capazes de certas liberdades?
Michael tem 50 anos de muito brilho, que aos poucos foi dando espaço às questões psicológicas, às denúncias dos garotos, aos tribunais. Quem é ele por trás do personagem do rei do pop? Quem saberá a verdade? Amy tem 25 anos e vive o mundo das drogas. De forma geral criticamos com toda força isso. Mas a sociedade não é hipócrita ao saber que quem financia o tráfico é a classe media e alta? Se usada de forma moderada é cult? Não defendo aqui nenhuma atitude deles, ao contrário, proponho uma reflexão sobre nossos "mundinhos" para depois a generalização.
Abraços
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